Quando enfrentar um sistema significa comprar uma briga em defesa do bolso do cidadão
Há decisões políticas que passam despercebidas pelo tempo…
Outras permanecem sendo motivos de questionamentos, justamente porque provocam confrontos e disputas intensas entre o Poder Público, empresas concessionárias e a Justiça.
A trajetória de Marcelo Crivella à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro ficou marcada, entre outros episódios, por uma dessas batalhas: o enfrentamento em torno da cobrança do pedágio da Linha Amarela
Em dezembro de 2018, a Prefeitura determinou a suspensão da cobrança em um dos sentidos da via durante 19 meses.
A justificativa apresentada pelo governo municipal foi uma auditoria que apontava aproximadamente R$223,9 milhões em cobranças consideradas indevidas no contrato de concessão. A administração municipal defendia que uma forma de devolver esses valores à população seria reduzir diretamente o custo para os usuários.
A medida, entretanto, desencadeou uma verdadeira batalha judicial.
Em diferentes momentos, decisões liminares determinaram o restabelecimento da cobrança. Mesmo assim, a Prefeitura voltou a suspender o pedágio e, em outubro de 2019, determinou o rompimento unilateral do contrato de concessão e a retirada das cancelas.

UMA DISPUTA QUE FOI MUITO ALÉM DA QUEBRA DE UMA CANCELA
Para Crivella, a questão não era simplesmente retirar uma cancela.
Era discutir quanto o cidadão carioca deveria pagar para utilizar uma via pública concedida à exploração privada e se o contrato permanecia economicamente equilibrado diante das mudanças ocorridas ao longo dos anos.
Em outubro de 2019, a Prefeitura afirmou que sua auditoria havia identificado um prejuízo estimado em R$1,6 bilhão relacionado à concessão. A administração municipal também sustentava que o contrato havia permitido uma rentabilidade muito superior à originalmente prevista. Essas eram posições defendidas pelo governo e posteriormente contestadas pela concessionária no processo judicial.
É justamente nesse ponto que a história de Crivella ganha uma dimensão política maior.
Independentemente das controvérsias jurídicas, o ex-prefeito escolheu comprar uma briga institucional que certamente seria difícil: questionar uma concessão, enfrentar uma empresa poderosa e levar o conflito aos tribunais em nome de uma redução da cobrança para o usuário.
O PREFEITO CONTRA O PEDÁGIO
A imagem das cancelas sendo retiradas da Linha Amarela tornou-se um dos símbolos mais conhecidos daquele período.
A Prefeitura anunciou que a via passaria novamente para a administração municipal e que os motoristas poderiam circular sem pagar o pedágio. Pouco depois, porém, a concessionária obteve novas decisões judiciais, e a disputa continuou.
Em 2020, a Prefeitura chegou a defender no Supremo Tribunal Federal uma cobrança de apenas R$2,00 em um único sentido, enquanto naquele momento eram cobrados R$7,50 em cada sentido, segundo a própria administração municipal.
Esse episódio mostra claramente a dimensão da proposta: não se tratava simplesmente de reajustar alguns centavos. A Prefeitura pretendia mudar profundamente a lógica econômica da cobrança.
ENTRE A DEFESA DO CIDADÃO E A DISPUTA JUDICIAL
A história, entretanto, não pode ser contada sem registrar o outro lado.
A concessionária sustentava a validade do contrato e dos mecanismos de reajuste e defendia que a encampação exigiria indenização. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal suspendeu o prosseguimento da encampação e abriu espaço para uma tentativa de conciliação entre o Município e a empresa.
Posteriormente, em audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux, chegou-se a discutir uma tarifa provisória de R$4,00 enquanto uma perícia avaliaria o valor adequado.
Ou seja: aquilo que começou como uma decisão política de enfrentamento ao pedágio transformou-se em uma longa disputa administrativa e judicial.
A PERGUNTA QUE FICA…
Crivella saiu politicamente fortalecido nessa batalha?
Para seus apoiadores e até muitos que se consideravam opositores, sim!
Crivella se tornou símbolo e referência de credibilidade e respeito, conquistando admiradores pela coragem que assumiu de enfrentar o sistema e interesses econômicos para reduzir o peso das cobranças sobre quem trabalha, produz e precisa se deslocar diariamente pela cidade.
O fato documentado é que Crivella efetivamente colocou a questão do pedágio no centro de sua administração, determinou suspensões da cobrança, contestou a concessão, ordenou a retirada das cancelas e levou a disputa às instâncias judiciais.
E talvez seja justamente por isso que esse episódio continue sendo lembrado até os dias atuais.
Porque, na política, nem sempre quem enfrenta uma estrutura estabelecida encontra um caminho tranquilo.
Às vezes, a decisão de tentar reduzir uma cobrança significa enfrentar interesses econômicos e uma longa batalha nos tribunais.
UMA HISTÓRIA QUE MERECE APLAUSOS!
Anos depois, a discussão sobre pedágios continua fazendo parte da vida do carioca.
A própria Linha Amarela permanece submetida a regras de concessão e cobrança, mostrando que a questão iniciada naquele período estava longe de ser simples ou definitivamente resolvida.
A luta de Marcelo Crivella contra o pedágio deixou uma marca importante na história do Rio: a defesa de uma mobilidade mais acessível e de um custo menor para quem precisa das ruas para trabalhar. Ao enfrentar a cobrança da Linha Amarela e determinar a retirada das cancelas, sua gestão colocou em evidência uma questão que toca diretamente o trabalhador.
Contudo, uma luta vencida e motivo de orgulho para Crivella, foi em relação aos profissionais que vivem sobre duas rodas, especialmente motociclistas que fazem das entregas e dos aplicativos o seu sustento diário, cada economia representa mais dignidade, mais renda e a possibilidade de levar para casa o fruto de um dia inteiro de trabalho. É a história de uma luta que ultrapassa o pedágio: fala sobre o direito de trabalhar e seguir em frente sem pagar o pedágio da Linha Amarela.
A trajetória de Marcelo Crivella nesse episódio pode, portanto, deixar uma análise também marcante que permanece na história e na memória de quem presenciou a cena na defesa do povo carioca:
Um prefeito diante de uma praça de pedágio, defendendo que o cidadão não deveria continuar pagando uma conta que, segundo as auditorias e argumentos apresentados por sua administração, precisava ser revista.
E essa talvez seja a parte mais importante dessa história: a coragem de colocar em discussão aquilo que durante anos parecia intocável.
“CANDIDATO AO SENADO EM 2026 PELO REPUBLICANOS!
CRIVELLA — UMA NOVA CAMINHADA, NOVOS DESAFIOS, E A VOZ DE QUEM ACREDITA QUE O RIO PODE AVANÇAR 100 VEZES MAIS!!!.”
