Com o apoio do Presidente Lula ha uma grande possibilidade que venha se concretizar, pois André tem uma boa articulação com os colegas parlamentares, pois já presidiu a ALERJ por dois mandatos, sendo ele eleito, possa ser que venha candidato a reeleição, conseguindo assim o cargo mais cobiçado no âmbito político a nível Estadual. Na conta de André Ceciliano, ele teria hoje 15 votos ligados a Rodrigo Bacellar. Somados aos 6 do PSD, 5 do Psol, 2 do PCdoB, 2 do PSB e 6 do PT, são 36 votos.
Austeridade foi à palavra que guiou sua gestão à frente da Assembléia Legislativa. Como presidente da Alerj, deu total autonomia aos mandatos dos parlamentares, colocou projetos difíceis em pauta para que o Estado, no momento de sua pior crise financeira, à beira de um colapso social, pudesse aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e recuperar sua capacidade de pagamentos e investimentos em áreas prioritárias. Graças à economia na gestão nos recursos da Assembléia, (foram mais de 2 Bilhões economizados) foi possível que Ceciliano fizesse cinco doações para investimento em ações prioritárias e emergenciais, desde a contratação de profissionais da Segurança até o combate à pandemia.
200 milhões para contratação de mais de 3 mil policiais; 20 milhões para Fio cruz o que ajudou no combate a pandemia e fortalecimento da saúde nas favelas; 125 milhões para municípios atingidos pelas chuvas, Petrópolis, a cidade mais atingida recebeu 30 milhões; 420 milhões para garantir o 13° salário dos servidores do Estaduais; 26 milhões para a nova sede do colégio de aplicação da UERJ.
Biografia
André Ceciliano nasceu em 28 de fevereiro de 1968. É natural de Nilópolis, morou em Japeri, mas viveu a maior parte da sua vida em Paracambi, na Baixada Fluminense – o que faz dele um “Cidadão da Baixada”, como gosta de dizer.
Casado com a médica Ludmila é pai de Giulia e Andrezinho, todos flamenguistas, apaixonados por música, arte, literatura e poesia, como ele. Formado em Direito, sempre gostou de economia. Começou no mercado financeiro, chegou a ter uma pequena distribuidora de títulos e valores mobiliários até se dedicar integralmente à política. Só foi de um partido na vida, o PT, ao qual ingressou em 1996, aos 28 anos.
Foi duas vezes prefeito de Paracambi (2001-2009), onde promoveu uma revolução em todas as áreas, sobretudo na Educação. Em sua gestão, a prefeitura adquiriu o belo prédio em estilo inglês da secular Fábrica Brasil Industrial, inaugurada por Dom Pedro II, e a transformou na “Fábrica do Conhecimento”, um complexo educacional modelo e que funciona até hoje com escolas de ensino técnico, superior, pós-graduação, pré-vestibular social, escola de música e de dança, atendendo a mais de 10 mil jovens de toda a Baixada e até de outras regiões do estado do Rio.
André Ceciliano foi eleito pela primeira vez em 1998 para Deputado Estadual, em 2010 foi suplente, 2014 foi eleito e no pleito de 2018 foi reeleito para seu quarto mandato a deputado estadual; em 2019 foi eleito presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em 2021 reeleito por absoluta maioria de seus colegas parlamentares – hoje esta secretário de Assuntos Legislativos do governo Lula.
Em tempos de polarização e radicalização, Ceciliano se notabilizou pela capacidade de dialogar com parlamentares de todos os partidos, de diferentes correntes ideológicas, com todas as forças políticas e por dar voz às minorias, buscando encontrar consensos onde havia dissensos. Conseguiu, dessa forma, unir a Assembléia Legislativa em torno de um objetivo comum: ajudar a recuperar a economia do estado e garantir os direitos dos que mais precisam.
Antes de ser eleito presidente da Alerj, foi líder do PT por duas vezes e ocupou várias comissões importantes como a de Cultura, a de Meio Ambiente e a de Constituição e Justiça. Também criou a Frente pela Luta Antimanicomial pelo fim dos manicômios no estado e tratamento humanizado aos pacientes psiquiátricos.
Entenda o caso
O Rio de Janeiro pode enfrentar uma situação política atípica em 2026, com a possibilidade de escolher dois governadores no mesmo ano. O cenário está ligado a uma eventual renúncia do governador Cláudio Castro (PL), que precisaria deixar o cargo até o início de abril caso decida disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
Caso Castro renuncie, o estado ficará sem uma sucessão automática no comando do Executivo. Nessa hipótese, a legislação prevê a realização de uma eleição indireta, conduzida pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para a escolha de um governador-tampão, que permaneceria no cargo até janeiro de 2027.
A necessidade de uma eleição indireta decorre de uma combinação de fatores. O estado está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o posto para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A movimentação ocorreu em meio à articulação política que fortalecia a posição do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), aliado de Castro e apontado como possível sucessor. À época, Bacellar, eleito presidente da Casa por unanimidade, era o principal favorito para comandar um mandato-tampão, já que o governador interino é escolhido pela Alerj em votação aberta.
Entretanto, Bacellar foi afastado da presidência da Assembléia após ser preso em uma operação da Polícia Federal. Ele é investigado por suspeita de vazamento de informações relacionadas a uma ação contra o deputado conhecido como TH Joias. Com isso, Guilherme Delaroli, que atualmente preside as sessões da Alerj, não pode assumir o governo, pois ocupa a presidência interina da Casa.
Diante desse quadro, o próximo na linha sucessória é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Caberia a ele assumir interinamente o governo apenas para convocar e conduzir, no prazo de até 30 dias, a eleição indireta, conforme determina o artigo 142 da Constituição estadual.
A escolha do governador-tampão seria feita pelos deputados estaduais, que definiriam quem comandará o estado até o fim do mandato atual, em janeiro de 2027, quando toma posse o governador eleito pelo voto direto nas eleições de outubro.
O que é mandato – tampão
O governador-tampão é o chefe do Poder Executivo escolhido de forma provisória para concluir um mandato em andamento. No caso do Rio de Janeiro, essa autoridade não seria definida pelo voto direto da população, mas por meio de uma eleição indireta realizada pelos deputados estaduais da Assembléia Legislativa (Alerj).
Embora temporário, o cargo tem relevância política significativa, uma vez que o governador-tampão estaria à frente da administração estadual durante o período da campanha eleitoral de outubro, com influência direta sobre a condução da máquina pública.
