Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump foi empossado como o 47º presidente dos Estados Unidos, marcando um retorno sem precedentes ao cargo após enfrentar múltiplos processos de impeachment, acusações criminais e até tentativas de assassinato.
Em seu discurso inaugural, Trump prometeu reverter as políticas de seu antecessor, Joe Biden, e restaurar a soberania, segurança e justiça americanas. Entre suas primeiras ações, ele assinou diversas ordens executivas visando endurecer as políticas de imigração, promover o desenvolvimento de combustíveis fósseis e encerrar programas federais de diversidade.
No âmbito da imigração, Trump ordenou o envio de tropas à fronteira com o México, declarou emergência nacional e designou cartéis de drogas mexicanos como organizações terroristas. Além disso, retomou uma legislação de 1798 que permite ao Executivo prender e deportar não cidadãos, anunciou o fim da política “Catch & Release” e suspendeu reassentamentos de refugiados por quatro meses.
Em relação ao meio ambiente, Trump declarou uma emergência energética nacional com o objetivo de aumentar a produção de petróleo e gás, retirou subsídios para veículos elétricos e anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo Climático de Paris. Também expressou a intenção de renomear o Golfo do México para “Golfo da América” e recuperar o controle do Canal do Panamá, alegando descumprimentos por parte das autoridades panamenhas.
No que diz respeito ao TikTok, durante seu primeiro mandato, Trump buscou banir o aplicativo por preocupações de segurança nacional. No entanto, antes de seu segundo mandato, ele reverteu sua posição, declarando que emitiria uma ordem executiva para adiar a proibição e negociar um acordo de segurança. Essa mudança permitiu o retorno do TikTok e rendeu a Trump elogios significativos, especialmente dos jovens americanos que utilizam amplamente o aplicativo.
Essas ações iniciais de Trump refletem seu compromisso em implementar mudanças rápidas e significativas nas políticas domésticas e internacionais dos Estados Unidos, alinhadas com suas promessas de campanha e visão de governança.
A cerimônia de posse contou com a presença de diversas figuras políticas de destaque, incluindo ex-presidentes e líderes internacionais. O ex-presidente Joe Biden participou da cerimônia, apesar de suas divergências políticas com Trump. Líderes mundiais expressaram reações mistas à posse; por exemplo, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu parabenizou Trump, destacando suas contribuições anteriores a Israel, enquanto o Papa manifestou preocupações em relação aos planos de deportação em massa anunciados por Trump
No início de seu segundo mandato, Trump nomeou um gabinete composto por figuras conservadoras e leais à sua visão política. Entre os principais nomeados estão:
Vice-presidente: J.D. Vance, senador por Ohio, conhecido por suas posições conservadoras e apoio às políticas de Trump.
Secretário de Estado: Marco Rubio, senador pela Flórida, com experiência em política externa e conhecido por suas posições firmes em relação à China e América Latina.
Secretário de Defesa: Pete Hegseth, veterano do Exército e ex-apresentador da Fox News, alinhado com as visões de Trump sobre segurança nacional.
Secretário de Saúde e Serviços Humanos: Robert F. Kennedy Jr., ativista conhecido por suas posições controversas sobre vacinas.
Secretário de Segurança Interna: Kristi Noem, ex-governadora da Dakota do Sul, defensora de políticas rígidas de imigração.
Administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA): Lee Zeldin, ex-congressista de Nova York, crítico de regulamentações ambientais consideradas excessivas.
Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas: Elise Stefanik, ex-congressista de Nova York, conhecida por seu apoio incondicional a Trump.
Além disso, Trump criou o Departamento de Eficiência Governamental, liderado por Elon Musk e Vivek Ramaswamy, com o objetivo de implementar reformas estruturais no governo.
Essas nomeações refletem a intenção de Trump de cercar-se de indivíduos que compartilham de sua visão política e estão comprometidos com a implementação de suas promessas de campanha.
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