​ Jornalista americano Glenn Greenwald acusa Alexandre de Moraes de abuso de poder no TSE

Greenwald argumenta que Moraes tem exercido poderes sem respaldo legal claro, especialmente ao ordenar a remoção de postagens e o banimento de contas em redes sociais. Ele critica a extensão desses poderes além do período eleitoral de 2022, apontando que tais medidas foram justificadas como temporárias, mas continuaram sendo aplicadas posteriormente. O jornalista destaca que essas ações têm como alvo, frequentemente, parlamentares eleitos democraticamente, o que, em sua visão, configura um ataque à democracia.

Em agosto de 2024, Greenwald publicou reportagens na Folha de S.Paulo revelando que o gabinete de Moraes teria utilizado o TSE de maneira informal para conduzir investigações contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, mensagens trocadas via WhatsApp entre assessores de Moraes e membros do TSE indicam que ordens foram dadas sem seguir os procedimentos legais estabelecidos, com a produção de relatórios que embasaram decisões judiciais como bloqueio de redes sociais e cancelamento de passaportes.

Greenwald questiona a concentração de poder nas mãos de um único juiz, argumentando que isso é incompatível com práticas democráticas modernas. Ele também critica a falta de transparência e o uso de medidas sigilosas para justificar ações que, segundo ele, são autoritárias. O jornalista ressalta que, embora as medidas sejam apresentadas como formas de proteger a democracia, elas acabam por miná-la ao violar direitos fundamentais.

As ações de Moraes têm chamado a atenção da imprensa internacional. O The New York Times publicou artigos questionando se o STF e Moraes não estariam indo longe demais em suas medidas para combater a desinformação, sugerindo que tais ações podem estar empurrando o Brasil para uma queda antidemocrática.

As críticas de Glenn Greenwald às ações de Alexandre de Moraes destacam preocupações sobre o equilíbrio entre a proteção da democracia e o respeito aos direitos fundamentais. As revelações sobre o uso informal do TSE para conduzir investigações e a continuidade de medidas restritivas além do período eleitoral levantam questões sobre os limites do poder judicial e a necessidade de garantir a legalidade e a transparência nas ações das instituições democráticas.​

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