Aliança entre os dois partidos foi formalizada na última terça-feira (19) e já é considerada uma das mais influentes do país, com impacto direto no Congresso e nas eleições de 2026.
Em cerimônia com a presença de integrantes dos dois partidos, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A convenção instalou a Federação União Progressista com a ratificação do seu Estatuto, do programa e a composição do órgão nacional por aclamação.
A UPB soma 109 deputados federais e 15 senadores. É a maior bancada da Câmara dos Deputados e, a partir desta semana, também a maior do Senado Federal. Além do que agora são sete governadores e quatro vice-governadores. A UPb passou a concentrar R$ 953,8 milhões (2024) em fundo eleitoral e R$ 197,6 milhões em fundo partidário (2024).
Também expressivos são os resultados nas urnas em 2024, quando somados os números dos dois partidos: 186 deputados estaduais e 4 distritais;1.335 prefeitos; 7 prefeitos de capitais; 1.191 vice-prefeitos e 12.398 vereadores.
Linha do tempo da superfederação União Brasil–PP
Agosto de 2024 – A intenção de formar a superfederação é anunciada publicamente, abrindo espaço para negociações mais intensas.
Outubro de 2024 – Reuniões em Brasília consolidam pontos estratégicos da aliança, incluindo testes de cooperação nas eleições municipais.
Novembro de 2024 – Ajustes finais em acordos regionais e detalhes estatutários pavimentam o caminho para a oficialização.
Terça-feira, 19 de agosto de 2025 – União Brasil e PP formalizam a superfederação, que já nasce como um dos blocos mais fortes do país.
Impactos da superfederação União Brasil–PP
No Congresso Nacional: o bloco ganha peso inédito, com potencial de influenciar votações estratégicas e negociações de cargos e comissões.
Para o governo: o Planalto passa a negociar com um grupo robusto, capaz de adotar postura independente ou de barganha.
Na oposição: partidos de centro e direita enxergam na aliança a chance de fortalecer a agenda conservadora e liberal.
Eleições de 2026: a superfederação se projeta como protagonista, com capilaridade nacional e forte estrutura financeira para disputar espaços de poder.
Participaram da cerimônia: Deputado Arthur Lira (Progressistas); Antônio Carlos Magalhães Neto, presidente da Fundação Índigo e vice-presidente do Partido União Brasil; Senador Ciro Gomes, presidente do Progressista, e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, participaram da cerimônia: Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal (União Brasil); Ministro do Esporte, André Fufuca (Progressistas); Ministro do Turismo Celso Sabino (União Brasil); Senador Efraim Filho, líder do Partido União Brasil no Senado Federal; Senadora Professora Dorinha (União Brasil), líder da Bancada Feminina no Senado Federal; Senadora Tereza Cristina, líder do Partido Progressistas no Senado Federal;
Deputado Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil na Câmara dos Deputados; Deputado Doutor Luizinho, líder do Partido Progressistas na Câmara dos Deputados; Governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (Movimento Democrático Brasileiro); Governador do Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos); Governador do Estado de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil); Governador do Estado de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil); Governador do Estado do Amazonas Wilson Lima (União Brasil);
Prefeito da Cidade de Belo Horizonte Álvaro Damião (União Brasil); Governador do Estado de Santa Catarina Jorginho Mello (Liberal): Governador do Estado do Acre Gladson Cameli (Progressistas); Governador do Estado de Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel, agora pelo Partido Progressistas; Governador do Estado de Rondônia Coronel Marcos Rocha (União Brasil); Governador do Estado de Roraima Antonio Denarium (Progressistas); Vice-Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas); Vice-Governadora da Paraíba Lucas Ribeiro (Progressistas); Prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil); Prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil); Ciro Gomes, ex-ministro de Estado; Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. “No cenário político atual, a federação se apresenta como uma estratégia de convergência e diálogo entre os partidos, sempre voltada para o bem-estar do povo e o fortalecimento da democracia.”
“Hoje a Federação União Progressista entrega ao país aquilo que eu chamo de bússola da política brasileira”, destacou Ciro Nogueira.
O co-presidente da UPB disse ainda que o Brasil tem pressa e é preciso mudar: “Ninguém agüenta mais não agüentar mais.”
Na opinião do presidente nacional do União Brasil e co-presidente da federação, Antonio Rueda, não se trata de uma mera soma de números: “É uma multiplicação de forças, uma sinergia que nos posiciona como a maior potência política do Brasil”. Ele ainda destaca a expectativa para 2026: “Nas próximas eleições, seremos invencíveis. Poderemos eleger mais representantes comprometidos com o progresso, influenciar políticas que gerem empregos, invistam em educação e saúde de qualidade, e fortaleçam nossa economia”. No discurso final, Rueda falou em respeito e equilíbrio: “Estamos dizendo não ao extremismo e sim ao diálogo construtivo”.
A superfederação entre União Brasil e PP não é apenas um movimento de conveniência, mas um claro sinal de que as eleições de 2026 já começaram nos bastidores. A nova aliança cria um gigante partidário que tende a ditar os rumos das negociações no Congresso e a redefinir o equilíbrio de forças no país. Se será um pacto sólido ou apenas mais uma união estratégica em ano pré-eleitoral, só o tempo dirá — mas, por ora, o recado é claro: o jogo político ganhou um novo protagonista.